27 giugno, 2013

Ser Brasileiro no "Estrangeiro"

Respondendo à muitas das perguntas que sempre escutamos. Rsrsrsrsrs



Um abraço à todos !

27 settembre, 2007

A agua italiana



Fiquei muito curiosa na Italia pelo fato de aprender a escolher a água para acompanhar as refeições.


Cada marca tem uma característica, e quando alguém perguntava:





" Minerale o Naturale ? "




quase entrava em parafuso. Afinal, não são todas águas minerais e naturais?! Demorou um pouco, mas descobri que a Minerale era a mesma coisa que Gassata, e que Naturale era a mesma coisa que Liscia; ou seja, com gás e natural....

Descobri mais coisas inclusive, que existem muitos estudos sobre a água de cada região e suas indicações terapêuticas conforme sua composição química.

Isso tudo foi muito bom, afinal descobri porque as vezes ia demais ao banheiro, ou porque ficava me sentindo inchada.

Transcrevo aqui um trecho de uma boa reportagem que simplifica isso que acabei de escrever.


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Se il residuo è inferiore a 50 mg/l è un’acqua minimamente mineralizzata, fortemente diuretica. Passa ai reni in pochissimo tempo, quindi è consigliata per espellere o prevenire i calcoli renali. Esempio: Sant’Anna (39 mg/l)

Se è compreso tra 50 e 500 mg/l è un’acqua oligominerale, anch’essa diuretica ma leggermente più saporita a mano a mano che il valore si avvicina al limite massimo. Esempio: San Benedetto (233 mg/l)

Se si attesta tra 500 e 1500 mg/l è un’acqua minerale. Ideale in estate ma anche per l’attività fisica intensa perché reintegra i sali persi con il sudore. Da evitare se si soffre di ipertensione perché ha una discreta quantità di sodio. Esempio: (1109 mg/l).

Oltre i 1500 mg/l è un’acqua ricca di sali, quindi gustosa. Per uso quotidiano dietro prescrizione medica. Esempio: Acqua Santa Chianciano (3433 mg/l).

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E mais, tem águas indicadas para o esporte, para o funcionamento do intestino, para o stress, para hipertensão e digestão.



Basta escolher a sua e matar a sede !!!



Para saber mais visite o Site Acqua2o, que tem maiores informações sobre a água italiana e também brasileira.

31 maggio, 2006

Saudades = Nostalgia ?!

Me permito reproduzir um texto produzido por Janaina Ferreira, que assim como eu tem vivido muitas experiencias aqui na terra do macarrão. Lindo texto !


Saudade


Saudade é uma palavra que só existe na língua portuguesa. Mas acho que nem mesmo os portugueses a utilizam como nós, brasileiros. Percebi que temos a saudade no nosso vocabulário cotidiano porque esse sentimento está para nós brasileiros como o queijo para o vinho (analogia muito italiana...) Talvez seja pretensioso dizer que isso seja um privilegio nosso, mas sinto que somos fadados, mais do que qualquer outro povo do Novo Mundo, desde sempre à saudade.
Desde sempre tivemos a vontade de voltar "pra casa", porque somos filhos dos negros que sentiam o "banzo" de sua África mãe, filhos de portugueses (e porque não espanhóis, holandeses, franceses, e depois japoneses e italianos) que carregavam já consigo a vontade de voltar, de ver do mar o porto de Lisboa se aproximando. E também dos índios, que por sua cultura, esperam pela morte que é o retorno ao posto de onde não queriam ter partido, a Mãe-Natureza. Temos a saudade dentro de nós ha mais de 500 anos, nascemos já com a saudade ate mesmo de coisas (ou tempos) que não vivemos. Mas maior ainda é a saudade que sentimos de casa. Quem viveu a experiência de estar tão longe do verde-e-amarelo pode entender o que estou dizendo. Você passa a ver seu mundo com outros olhos, e é impossível não se tornar imensamente patriótico.
Hoje olho pra trás, olho pro Brasil e consigo ver que, apesar de todos os pesares, da fome, da miséria, da política, apesar das perdas, nos temos tesouros que ninguém tem. A começar pelo nosso povo. Quando a gente esta aí, tem a "mania" de condenar a alegria do povo brasileiro, que é capaz de, no meio da maior crise econômica e social, parar por cinco dias para comemorar o Carnaval. E dizemos que o povo brasileiro não tem vontade e garra pra lutar para mudar a situação, só pra se divertir e esquecer o que se passa debaixo do seu nariz. Eu também sempre pensei assim, e continuo achando que nos falta uma força para combater, nos falta a vontade (política?). Mas isso não e culpa do nosso jeito alegre de viver, da nossa capacidade "pollyana" de ver o lado bom das coisas. Se não temos essa consciência política é culpa de um sistema que não educa o povo para pensar, e não culpa desse povo ou de sua alegria. Imaginem quando nós, com essa capacidade de superar dificuldades sorrindo, com nossa solidariedade, com a nossa alegria, tivermos acesso à informação e educação que mostrará que é possível fazer um país diferente?
"Sonhar não custa nada...".Hoje olho os mais de dois mil anos de historia de Roma, os séculos e séculos de Firenze, os castelos de 1000 anos da Calabria e penso: O que todos esses séculos de historia ensinaram a esse povo? A ser mais tolerante? A admirar e seguir os exemplos que tiveram? A viver a vida dia após dia, a buscando uma maneira de ser feliz? A sorrir diante das dificuldades (e eles tiveram muitas)? Nada disso. Vejo um povo egoísta, intolerante, preconceituoso e sem respeito pelo passado. Sim, respeitam as obras de arte e as relíquias, mas não são capazes de respeitar seu passado recente, como por exemplo quando tiveram que partir para o Novo Mundo há 100 anos porque não tinham o que comer aqui. Tratam os imigrantes como a pior praga possível, e se esquecem que quando eles chegaram no Brasil, nos Estados Unidos, nos outros paises europeus, foram recebidos, tiveram trabalho, respeito. Sim, tiveram dificuldades, mas quem não as tem? Pergunte a um bisnonno italiano que mora no interior de São Paulo se ele quer voltar pra Itália. A resposta provavelmente será: "sim, gostaria de ver minha terra, de morrer na minha terra". Mas pergunte se ele trocaria sua vida brasileira por uma vida em seu país. Duvido muito, depois do que eu vi aqui, se a resposta será sim. São capazes de serem intolerantes com seus próprios compatriotas, de tratarem como "estrangeiros" os italianos do sul que vão ao norte em busca de trabalho, de colocarem cartazes nos hotéis de Torino dizendo "não se aceitam cães e meridionais", de não alugarem casas para os meridonais, de lhe pagarem menos do que vale seu trabalho (se bem que em São Paulo a coisa não é muito diferente com os nordestinos...). Uma vida sem alegria é o que vejo aqui. As pessoas não sorriem como nós. Claro, sorriem das piadas, têm seus momentos alegres, mas não levam a vida com um sorriso no rosto, prontos pra enfrentar um outro dia. Eu sei que não se pode sorrir diante da miséria, da fome, que esses problemas que temos deveriam nos fazer chorar e não sorrir. Mas se não tivéssemos dentro de nós essa alegria inata, essa disposição pra enfrentar as coisas, seria ainda muito pior. O povo brasileiro tem uma estranha característica, estranha pra todo mundo que vê pela televisão as imagens de um país que sofre com a situação econômica, mas e capaz de acreditar ainda. Somos um povo cheio de esperança, e por isso somos estranhos...A alegria do Brasil os fascina, e agora fascina também a mim. Meu amigo Carlo, que vai ao Brasil a cada três meses e quando volta fica deprimido até chegar a data da nova viagem, me pergunta sempre: "Che cazzo sei venuta a fare qui???????????". Não sei a resposta, mas concordo com ele em uma coisa. Um brasileiro aqui, pouco a pouco, vai se tornando cinza, vai perdendo suas cores, seu sorriso. Só volta a brilhar se vê uma outra bandeirinha verde-e-amarela, melhor ainda se um monte delas. E claro que essa é a minha experiência, vejo as coisas assim até porque deixei o Brasil por uma escolha minha, e não porque não tinha oportunidades ai. Sei que muitos daqueles que vieram porque o Brasil não podia lhes oferecer mais nada estão bem aqui, se tem trabalho e uma vida digna (se é que trabalhar 10-12 h por dia, seis dias por semana, ganhando dois terços do que ganha um italiano, morando em um ap de 60m com mais cinco pessoas, tendo que mandar dinheiro pro Brasil e ainda pagar 10 reais numa lata de coca-cola, se pode considerar uma vida digna.) Mas no fundo, mesmo quem se deu bem sonha sempre em voltar.


Lecce, 21/01/2004
Janaina Ferreira

11 maggio, 2006

Mangiare, mangiare e mangiare...




Essa é a palavra de ordem na Italia. Onde voce for vai encontrar sempre alguém falando sobre comida, as tradiçoes culinarias da região, etc...
De segunda à sabado podemos ver programas de culinaria na TV, e no domingo um programa dedicado a cada região italiana.
Por menos que voce saiba cozinhar, quem vive aqui por um tempo (mesmo que breve) aprende muita coisa de cozinha.
Antipasto, primo, secondo, insalata, e por fim il dolce (ufa!), tudo servido nesta ordem e sem repetir o prato porque "se suja".
Uma receita feita aqui deve ter os mesmos ingredientes que preveem na receita tradicional, senão não é o mesmo prato...
Tem uma confusão de coisas que se chamam DOP, DOC, DOG e por ai vai; todos controlam a origem e a qualidade dos produtos, funcionando como o Iso.
Cada época do ano tem um cardapio especifico, respeitando a stagionalità das frutas e verduras. E nada mais original do que fazer uma festa quando o produto da região esta "na época"; são as Sagras que se festeja a safra de frutas, nozes, etc...
Enfim, a Italia é a terra da comida !

Vuoi mangiare ???

21 marzo, 2006

Primavera


Finalmente , que seja muito bem vinda a Primavera !

Uma coisa engraçada que pude notar neste tempo que estou aqui é que podemos viver cada estação. São muito bem definidas dando-nos a oportunidade de apreciar aquilo que cada uma oferece. Por exemplo (o mais comum) na alimentação, quando não é a época de um certo alimento ninguém o compra, mesmo se voce estiver morrendo de vontade de cozinhar uma berinjela vai ser dificil se estiver no inverno; até nas banquinhas da feira é dificil de achar...

Che sia benvenutta la Primavera !


Teardrop
Originally uploaded by 2005tigarn.

17 marzo, 2006

Torino

Hoje me permito parabenizar a todos aquelas pessoas que estão participando das Paraolimpiadas de Inverno em Torino.
Adorei quando o jornalista passou a noticia que começavam as Olimpiadas dos "diversamente eficientes"; parabéns por não ser mais um a dizer para se ter pena ou coisa do genero !
Me sinto, como fisioterapeuta e ser humano, muito entusiasmada de ver as pessoas competindo e vencendo, superando barreiras de todos os tipos.
Enzo Masiello, 37 anos, é de Matera e competiu nos Ski de Fundo 10km . Reuters


" Ninguém pode determinar as forças de um homem, principalmente as de sua cabeça e da sua vontade. "

* Fragmento do livro Transpondo barreiras, de Sérgio Boudakian - São Paulo - Brasil

Um grande abraccio !

16 marzo, 2006

Balanço

... pois é, ainda vou me adaptar à formatação do site, acima foram umas aspas a mais....

Fazendo um balanço desses 9 meses que estou vivendo aqui na Italia posso dizer que aprendi muitas coisas, por exemplo:

- a lingua italiana;

- aprender o dialeto napolitano;

- cozinhar macarrão sem deixar virar uma cola (é uma verdadeira arte !!!) ;

- comer muito, e isso não adianta, quem diz que vem para a Italia e não engorda ou que come pouco é um belo mentiroso;

- não congelar no frio, aqui quando chega as correntes siberianas sai de baixo...

- e acho que o principal de todos : Ter muita, mas MUITA paciencia com tudo.

Eu pensava que minha adaptação aos costumes daqui seriam mais amenas visto que temos muita influencia dos italianos. Mas ao contrario disso vi que existe muita diferença entre o italiano que mora aqui e o italiano que foi para o Brasil.

Uma coisa bela de se ver - mas também assustadora - que o italiano genuino é muito patriota. Tudo aqui é de bom e melhor do que em outros lugares (no mundo). A comida é a melhor, a politica, as paisagens, etc...

Por um lado é muito bom porque eles valorizam as tradiçoes e costumes, mas por outro lado fecha as portas ao mundo, para conhecer novas formas de fazer a mesma coisa.

Eis aqui onde estou, na região da Campania e na cidade de Salerno.

Um grande abraço à todos e

Arrivederci !